Fatima Bezerra: Fica no governo e não será candidata ao senado. E emite nota.

Por Claudio Lima. A governadora do RN, Fátima Bezerra - PT, anunciou em "Carta ao povo potiguar", publicada nesta terça-feira (17) na imprensa e nas redes sociais, que não será candidata ao senado e não renunciará ao governo do estado em abril, conforme determina a Lei Eleitoral.

Fátima, no documento, expressou várias vezes a palavra "coragem" citando os momentos que teve de enfrentar na sua trajetória política, enfatizando que mais uma vez tem a "coragem de renunciar uma disputa que era legítima". Disse ainda que a sua candidatura ao senado era um "desejo de Lula, do PT  e de parte expressiva do eleitorado como já constatado em pesquisas".

Em outra parte da nota, Fátima foi efusiva ao relatar que "não há cargo no senado que valha minha coerência, meus valores, minha honradez e meu compromisso com o Rio Grande do Norte", enautecendo os mais de 1 milhão de votos que recebeu na eleição passada, e que "serão honrados até o último dia de mandato", disse ela.
Ela apontou o rompimento do vice governador Walter Alves (MDB) com o governo e com o sistema político por ela liderado, como o estopim da renúncia de sua candidatura ao senado.

DO BLOG: Esse rompimento forçaria uma eleição indireta para um mandato tampão cujos eleitores seriam os 24 deputados estaduais na Assembleia Legislativa. Obviamente o(a) eleito(a) teria que ter 13 votos - maioria simples - do número total de edis estaduais. 

Segundo as contas feitas nos bastidores políticos relaram que a governadora contava com oito deputados certos para votarem no(a) indicado (a) por ela, o que não garantiria a eleição de um correligionário. Então, entre correr riscos em entregar o governo, mesmo que temporariamente para representantes da oposição ou desistir da candidatura ao senado e assim manter o governo do estado até o final do ano nas mãos do PT, Fátima não teve dúvidas em optar pela segunda. 

A governadora concluiu o seu comunicado oficial, reafirmando o nome de Cadu para o governo do estado, do presidente Lula e a união dos "aliados do campo popular e democrático", na luta eleitoral deste ano. "Eles tentaram nos enterrar mas não sabiam que éramos sementes", se referindo às várias articulações nos bastidores que a induziram a não renunciar o governo.

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