Sessão desta sexta feira, 30, traz expectativas para educadores.

Assessor Jurídico da C.M. opina que projeto deve retornar ao Executivo para adequações por " apresentar defeitos formais".


A sessão ordinária desta sexta feira, 30 de junho, na Câmara Municipal de Nova Cruz – que substituiu a que seria realizada na quinta feira devido ao feriado municipal de São Pedro – está coberta de expectativas por parte dos educadores e trabalhadores da educação da rede municipal e da sociedade novcruzense, uma vez que poderá ser colocado em votação, o Projeto de Lei n. 06/2017, do poder Executivo, que cria a “Cidade Digital” e traz mudanças nas matrizes curriculares e dá outras providências, que segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação – SINTE/RN traz riscos às conquistas históricas da categoria.

Na última segunda feira, 26, o projeto foi amplamente discutido em audiência pública proposta pelo vereador Mateus Catolé e abonada pelos seus pares, com presenças de assessores jurídicos – do executivo, do legislativo e do SINTE -, representantes do Sindicato, professores e vereadores. Segundo representantes do SINTE, pouca coisa foi informada, uma vez que no projeto faltavam 10 dos 14 anexos apontados no seu bojo, impossibilitando uma melhor análise por parte do sindicato e das assessorias jurídicas e dos próprios Edis. Esse fato negativo foi inclusive apontado pelo próprio assessor jurídico da Câmara Municipal, Dr. Jader, que em entrevista ao radialista Lenilson Cunha afirmou que: “os vereadores entenderam bem as falhas do projeto e a expectativa é que o Presidente dê o encaminhamento regimental devolvendo este projeto ao Poder Executivo para que eles possam fazer as adequações indicadas pela Comissão de Justiça e Redação”, disse ele. E ainda enfatizou: “É inviável a tramitação deste projeto porque ele apresenta alguns defeitos formais...existe aí ausências de informações obrigatórias e diante disso, a Câmara não pode dar a tramitação que o Executivo solicita”. Ao ser indagado pelo radialista quais seriam estes defeitos formais, o assessor jurídico da casa relatou: “A partir do momento que ele (o projeto) menciona decretos e dispositivos de lei ou que ele menciona anexos, esse projeto deve obrigatoriamente trazer esses elementos mencionados”- Conclui.

Existe murmúrios que o Projeto foi alterado pela Comissão de Constituição e Redação, presidida pelo vereador Tiago de Genival, formada ainda pelos edis, Flavio Azevedo e Alisson de Barão e que por esse motivo estaria condizente para ir para votação. O SINTE contrapôs a informação com base em depoimentos de vereadores da oposição, relatando que eles não teriam sido informados destas modificações e quais seriam elas, mesmo porque os anexos restantes e faltantes do documento que está nas mãos dos legisladores municipais, ainda não tinham sido entregues aos mesmos.

Informações do vereador Juninho Salú é que estes anexos só foram entregues, na manhã desta sexta feira, horas antes da sessão em questão, o que impossibilita uma melhor análise por parte dos interessados. 

Creio, que os vereadores de Oposição poderiam encaminhar um Requerimento conjunto à Presidencia da Casa, solicitando a suspensão da votação do Projeto, neste sessão, para que, as supostas mudanças feitas na Comissão de Constituição e Redação e os anexos restantes entregues horas antes da votação possam ser melhor analisadas pelos edis. O Presidente seria portanto, obrigado a colocar em votação a apreciação do requerimento em plenário, antes do próprio Projeto de Lei. Falo isto, pois este precedente já foi utilizado em várias sessões importantes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, no entanto, não sabemos o que prevê o Regimento Interno da Câmara Municipal de Nova Cruz.


São nuances de uma novela que terá mais um capítulo nesta noite de sexta feira. Vamos esperar os acontecimentos.

(Matéria Claudio Lima)

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